ARCHITECTS-CAN_BLOG_LogoLockup_RedOutlin
  • geralarchitectscan

Quem somos!

Apresentamos algumas das caras por detrás da ACAN PT


Nome: Ana Carolina Helena

Profissão: Arquiteta


Porque te juntaste à ACAN Portugal:

Um dia, no Verão passado, pesquisei no Google "architects and climate change" na esperança de encontrar outros profissionais e indivíduos que partilhassem os mesmos interesses que eu e que também estivessem à procura de melhores formas de criar uma grande arquitetura, protegendo ao mesmo tempo o clima e colocando as pessoas em primeiro lugar. Encontrei o website da ACAN e tenho feito parte do grupo desde então.


Que questão específica das alterações climáticas estás mais interessada em abordar e porquê: (por exemplo, materiais, educação, planeamento)

Depois de me formar e por não me sentir particularmente preparada para fazer face aos desafios que os arquitetos enfrentam atualmente, devo admitir que me interessa particularmente o papel que a educação pode ter para promover uma mudança positiva. Com a informação certa e programas curriculares adequados, podemos capacitar uma nova geração de profissionais para questionar o impacto das nossas formas de construir, dos materiais que escolhemos e inspirar novas abordagens criativas à maneira como concebemos com uma visão de sustentabilidade em mente.

Qual o edifício em Portugal que mais te inspira e porquê:

Portugal está repleto de preciosidades escondidas. A nossa arquitetura tradicional nunca deixa de me surpreender, é fascinante a riqueza e diversidade que temos num país tão pequeno. Pensar num edifício favorito é difícil, mas aquele que me vem sempre à cabeça é a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Mesmo que os materiais utilizados não sejam os mais sustentáveis - foi construído na década de 50 - é um bom exemplo de como a construção e a paisagem podem funcionar em sinergia. Também admiro imenso o trabalho de Raul Lino e Miguel Ventura Terra.


Nome: Filipa Oliveira

Profissão: Arquiteta


Porque te juntaste à ACAN Portugal:

Lembro-me de ter assistido ao último evento presencial antes do primeiro confinamento em 2020. Era Março e eu tinha acabado de assistir a uma palestra de Duncan Baker Brown onde ele disse sugeriu a ACAN.

Não foi necessário pensar duas vezes, voluntariei-me no final do evento e rapidamente me juntei ao grupo e às reuniões que se seguiram. Encontrar um coletivo de pessoas que pensam da mesma forma e estão a tomar medidas com as suas próprias mãos pareceu-me surreal e fascinante e senti-me imediatamente acolhida e inspirada.


Que questão específica das alterações climáticas estás mais interessada em abordar e porquê: (por exemplo, materiais, educação, planeamento)

O meu interesse tem sido a economia circular, uma vez que a minha obsessão pelo desperdício tem aumentado substancialmente nos últimos anos. Estou particularmente interessada em evitar resíduos e recorrer a materiais recuperados bem como em fazer um esforço para aplicar princípios circulares ao meu trabalho diário.

No entanto, reconheço que a educação carece de alfabetização climática e os estudantes não estão a ter a formação adequada para levar princípios sustentáveis às gerações futuras. Por outro lado, a elaboração de políticas desempenha um papel crucial na forma como o nosso ambiente construído existe.

Penso que é por isso que tenho tanto orgulho em fazer parte da ACAN, quando vemos todos os grupos temáticos a concentrarem-se em todos estes aspectos e a formarem uma rede sólida e forte que visa ter um impacto na luta contra as alterações climáticas.


Qual o edifício em Portugal que mais te inspira e porquê:

Pessoalmente, os edifícios que me inspiram estão ligados a memórias, por isso é realmente difícil escolher. Para qualquer estudante de arquitetura português, gostamos de Siza e Souto de Moura como primeira referência, desde muito cedo. No entanto, com a idade vem a experiência e agora tenho uma compreensão mais ampla de qual é o meu papel. A arquitetura tradicional e popular do meu país é bonita em todas as suas imperfeições e, em última análise, faz parte da minha identidade. Finalmente aprecio plenamente o nosso património e todas as técnicas e materiais antigos que criam paisagens urbanas únicas de Norte a Sul.



Nome: Miguel Del Castilho

Profissão: Arquiteto por conta própria


Porque te juntaste à ACAN Portugal:

Juntei-me à ACAN porque queria fazer parte de uma comunidade de pessoas que pensavam da mesma forma que eu. Para deixar de me sentir sozinho na luta climática e ambiental e agir tanto como indivíduo como como parte de um coletivo. Para não mencionar a motivação que se consegue quando se encontram mentes que pensam e agem da mesma forma.


Que questão específica das alterações climáticas estás mais interessado em abordar e porquê: (por exemplo, materiais, educação, planeamento)

Estou essencialmente interessado no conceito de economia circular pelo facto de ter sempre sofrido aversão ao desperdício de qualquer tipo de recurso que tivesse potencial (por exemplo, nunca desperdiço água, alimentos, etc.). Quanto aos materiais de construção, custa-me saber que são desperdiçados ou empilhados num monte quando são demolidos. Depois são esquecidos. Porquê? Poderiam facilmente ser separados e receber uma nova vida.


Qual o edifício em Portugal que mais te inspira e porquê:

Para ser honesto, não sei. Admiro a arquitetura de muitos edifícios contemporâneos em Portugal (Serralves, Gulbenkian - o meu edifício favorito de sempre em Lisboa - Casa das Histórias, Casa em Ofir, Casa Sande e Castro, etc.) mas sei que o seu processo de construção não foi exatamente sustentável. O que mais me inspira e o que mais me dá prazer são as casas "sem arquiteto" do mundo rural. Os seus materiais, os seus detalhes, a sua simplicidade e a sua sustentabilidade. São construídas com materiais locais. Com terra, pedra, madeira, barro e cal provenientes do local. Estes são os de maior inspiração para mim, um arquiteto que se sente modesto perante aqueles que nem sequer foram considerados arquitetos.


19 views0 comments

Recent Posts

See All